quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Levanta e anda.


Levanta e anda é uma frase comum nos círculos cristãos, por se referir a muitos dos sinais miraculosos realizados por Jesus Cristo e pelos seus apóstolos. Várias vezes essa frase é pronunciada com a finalidade do interlocutor tomar uma atitude e sair do lugar onde está parado e seguir a vida. Onde você está hoje é o lugar ideal para você? Já pensou nisso? A ideia é a seguinte. Muitas vezes começamos um projeto e com o passar do tempo sem perceber estagnamos. Nossa produtividade vai diminuindo lentamente. O pior é que aqueles que estão em nossa volta, ou não percebem, ou são indiferentes, ou propositalmente, deixam que nosso desempenho chegue a letargia. Esse é o motivo de muitos projetos e obras e planos dormitando em gavetas, elefantes brancos em obras públicas, profissionais medianos. Vidas incompletas, sonhos esfacelados. Como seria bom se alguém chegasse sem segundas intenções e por nossa causa, apenas por nossa causa dissesse: Levanta e anda, caminhe, desenvolva, cresça, produza, faça a diferença. Alguém que levantasse nossa autoestima, despertando valores em nós que não vemos, sendo honestos a nosso respeito sem ferir. Mostrando afeto sem intimidar. Sendo gentil  com palavras e atos ajudando a levantar do lugar comum,  improdutivo e andar sempre em direção ao desenvolvimento. Como são preciosos aqueles cuja vida é dedicada a contribuir para o bem.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Final feliz.


Era uma vez uma princesa de olhos nipônicos que era apaixonada intensamente por um menino, sua família não nutria nenhuma simpatia pela família dele, muito menos ainda por ele. O jovem casal sempre se admiravam, flertavam enamoravam, sem poder namorar, nem expressar em carinhos. Queriam poder verbalizar, gritar para todo o mundo ouvir o sentimento avassalador que queimava seus corações. Como na canção que diz "e no balanço das horas tudo pode mudar", um dia, ah que dia, o mundo deles se encontrou. Diante de todos caminhavam apaixonadamente de mãos dadas, nutriam sonhos, faziam planos, criavam imagens de um futuro, de um futuro. Por que existe ele. Por que conjugar em três tempos? Não poderia existir futuro no tempo. As vezes seria melhor se ele não existisse. Como seria mágico se o tempo congelasse, parasse. Como seria bom se fosse possível eternizar momentos especiais e marcantes. Se fosse possível, o final feliz sairia dos contos das princesas, sairiam dos folhetins novelescos e seria vivido nas histórias da vida real. O final feliz não é companhia permanente da vida real. O final feliz foi contaminado pelo pecado, pela serpente desventurada, maligna, invejosa e fracassada, que em sua frustração e despeito, por ser infeliz envenenou a felicidade dos outros, riscou e manchou a historia de muitos. Vida que segue, vida que vai, vida que foi marcada. Vida que precisa de novas forças. Forças que surgem não sei de onde, nem sei porquê. A princesa, a menina de olhos nipônicos apaixonada por aquele menino são a representação da vida de muitos. Que foram separados por quilômetros. A distância separa corações que pulsavam juntos, em sintonia, que em algum ponto descompassaram perderam o ritmo. Se desencontraram no final. Bom, o final nem sempre é o esperado. O final ainda não chegou. Na vida o final pode, ou não, ser feliz. A história pode começar com era uma vez, mas, no final dela nem sempre vamos ler foram felizes para sempre.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Meu mundo


Durante a vida cristã sempre ouvi palavras relacionadas ao mundo, palavras que são negativas e mostram o lado ruim dele. Frases como essas, o mundo jaz no maligno, não devemos amar o mundo e nem o que nele há e o mundo passa com suas concupiscências. Claro que essas referências são verdadeiras, reais, bíblicas. O sistema de fato está corrompido, o deus desse século realmente parece ser maligno e colabora para um mundo cruel. A maldade impera. Mas, não quero falar desse mundo. Estou pensando, e está em meu coração não esse mundo. Estou pensando em meu mundo. Aquelas coisas que me cercam, fazem parte de minha vida, da minha história, minha formação. Coisas que me cercam, visíveis e invisíveis, as que permito que as pessoas leiam, e as que eu não deixo transparecer. Esse mundo cujo gestor sou eu.  Que sou responsável pelo sucesso e fracassos. Cuja autoridade, cetro, o domínio, o poder, estão em minhas mãos. Este mundo deveria ser o melhor lugar desse planeta, o mais organizado, um lugar de pura e plena paz. E ele está assim? Não me faça essa pergunta. Ele está assim? Não insista por favor. Quer saber mesmo? Não, não está. Meu mundo é complicado demais, problemas que me tiram o sono. Situações que me deixam ansioso. Stress e dores pelo corpo. Por que? Como assim porquê? Já que você sabe tudo, tem resposta para tudo, sabe dar conselhos sobre todos os assuntos. Sabe até escalar seu time de futebol do coração melhor que o técnico. Sebe mais de política do que os governantes. Acha que sabe qual o melhor final para aquele romance, até a novela tens melhor ideia para seu final. Caramba. Meu mundo está assim, por falta de mim nele. Estou ausente de minha vida. Participo pouco das decisões sobre mim. Por falta de coragem, por ter medo de lidar com situações delicadas. Transfiro para terceiros as decisões. Deus e o diabo sempre recebem atribuições e são culpados por uma serie de questões, que foram decisões minhas, na verdade acredito que muitas vezes, por falta de decisão. Na vida. No amor. Meu mundo está assim por minha causa. Má gestão faz com que o coração sofra, e com ele todo meu mundo. Como está seu mundo?

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Reencontros


Durante o tempo que vivemos, a partir da nossa noção de individuo, vale aqui usar a expressão “desde quando me entendo por gente”, somos cercados por muitas pessoas e muitas delas passaram desapercebidas, sem nenhuma importância para nós, sem deixar marca ou impressão em nossas lembranças. Todavia, existiram aquelas que fizeram parte de nosso mundo interior, e que sentimos falta, sentimos saudades, gostaríamos de reencontrar para ver como está, conversar demoradamente, saber tudo a respeito. Porém, há pessoas que foram mais do que especiais, elas entraram não apenas no coração, permearam nosso ser, tiveram o poder de fazer parte de nós. Aquela que por causa dela mudamos o modo de vestir, o jeito de falar, a maneira de andar. Nosso amanhecer era esperado e a anoitecer desejado só para ouvir a voz, ver, nem se fosse apenas de longe, de uma janela. Pessoas que modelaram nossa personalidade. Que vivem em nós, sem nos importar. Que ocupa a melhor parte de nós. Entretanto, a vida seguiu outro rumo e o “destino”, separou essas pessoas. Os desencontros se seguiram, as pontes de ligação foram sendo quebradas, as notícias, as informações sobre cada um ficaram raras. Ironia do destino ou não, coincidência ou não, por ação, esforço de uma das partes, ou de ambas, com a ajuda de um elo o desencontro perdeu sua força e foi vencido. Deu se o reencontro. Reencontros, eles são estranhos. Porquê? Pelo fato de ser diferente do que imaginávamos, que fosse. Pelo fato de colocar diante de si duas pessoas que outrora eram próximas, intimas, com ideais parecidos, que agora, são dois estranhos. Conversam escolhendo as palavras. Com medo de se abrir, de confiar de compartilhar as emoções outrora tão vivas.  Seguiram rumos diferentes, fizeram amigos que não seriam seus. Reencontros, por que eles existem? A maioria deles são forçados por um dos dois, por ambos. Desejaram, buscando saber, tentando ligar as pontes quebradas. Eles, os reencontros, devem ser tratados com carinho especial. Bons frutos podem e devem ser colhidos deles. Precisamos ter cuidado para não ferir e não ser ferido. Nos reencontros pontes são ligadas com nosso passado, manter aquela imagem após o reencontro é um privilégio.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Culpados


Assumir responsabilidades é um desafio grande para as pessoas. É um daqueles desafios gigantescos. Parece haver dentro de cada ser humano um dispositivo que é acionado automaticamente e transfere para o outro as responsabilidades dos erros, das desilusões, dos fracassos, das desventuras.  Não, não é fácil assumir os erros. É mais fácil dizer que a desventura, o fracasso foi causado por uma ação de terceiros, pessoas que estavam ao meu lado que me aconselharam, não me avisaram. Sempre que errei foi por causa do outro. Parecemos Adão culpando Eva, Eva culpando a serpente. E a serpente ficando com a culpa final. Afinal de contas, quais são minhas responsabilidades? Tenho méritos nas conquistas e não tenho responsabilidades nenhuma nas derrotas vivenciadas por mim? Culpados. Quem são eles? Meus pais, meus filhos, o cônjuge? Os amigos, colegas de trabalho, vizinhos, os governantes? Os patrões? Quem são eles? Isso me faz pensar que nós erramos, que nós temos culpas, que nós temos responsabilidades e que não é desonroso reconhecer nossas limitações e fraquezas. Reconhecer que cometemos pecados, que temos espinhos que nos ferem a carne. Que temos desejos que não são publicáveis. Fingir superioridade é apequenar nossa humanidade, por se tratar de uma mentira, um blefe, um jogo de cena, não somos inimputáveis e nem  temos superpoderes. Somos dotados de uma emoção tênue. Sim, eu sou culpado por escolhas erradas que tomei durante a vida. Eu sou culpado por não ter feito da forma correta, por ter deixado escapar pelos vãos dos dedos. Eu sou culpado por perder o que perdi. É mais fácil transferir a culpa, é mais dizer que o outro deveria ter feito o que eu não fiz, é mais confortável, deixa a mente com uma sensação de paz, mas a paz a custo de que? É possível que sejamos vítimas, pode ser que alguém seja de fato culpado pelo nosso dessabor, desamor, não descarto essa possibilidade. Com o passar da idade aprendi que tudo o que vivi, lágrimas que chorei, as vezes que sorri, foi eu mesmo que semeei e colhi. O que tenho, o que não tenho, o que pretendo ter, são frutos, e só podem acontecem se me colocar como protagonista. assumindo as responsabilidades. Aceitando que posso errar, que sou culpado. Entender que o perdão pode ser dado e recebido. Posso perdoar e ser perdoado. Posso perdoar os outros e me perdoar. Sou culpado.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Eu Te Amo


O amor é furtivo, aparece despretensiosamente, entra no coração, faz nele sua residência. Ele não se preocupa com a opinião dos outros, ele não respeita a idade, não conhece fronteira étnica, não sabe o diferenciar entre raças nem status social. O amor é simplesmente interesseiro, ele tem seus próprios interesses, não se importando com o interesse da gente. Prova disso é que nos apaixonamos por pessoas que nos fazem sofrer, amamos quem com frequência não nos ama. E daí? O amor tem seu método próprio. Ele tem suas próprias regras. Acordar pensando no amor, pensando em amar, viver pensando na pessoa amada, ouvir as canções que nos lembra dela, canções que despertam emoções. Aquele que está amando seus olhos são vivos, olhos brilhantes, rosto corado, sorriso espontâneo e disfarçado no rosto. O Amor nos encanta com a beleza de uma flor, tem a capacidade de nos parar e observar um pássaro, que despretensiosamente se acomoda em um galho de uma verde e frondosa árvore. Palpitar o coração ao assistir uma cena de um filme, na troca de olhares de um casal, chorar com o final feliz. Demorar na leitura de um texto que iniciou se com uma simples e inocente frase falando de sentimentos. Amar é viver em função de quem amamos, amar é ser intenso, ter olhos e atenção independente da distância, amar é viver na esperança de ser correspondido. Esperança de ouvir a voz, ler um texto, ver foto, ler o nome. Imaginar que está sendo lembrado pela pessoa amada. Amar é viver sempre em expectativa do ouvir o sussurrar o seu nome sendo pronunciado pelos lábios do seu amor. Amor. Capaz de loucuras, as vezes inconsequente, indomável. Amar doe, o amor faz sofrer. Lágrimas são produzidas por causa dele. O amor não é ligado pelo toque, ele é ligando pelo coração. A distância não tem o poder de acabar com ele. O tempo não é páreo para derrotar. A Ligação está no coração. Por isso se canta o amor, se encena o amor, se escreve a respeito dele. Te amo é a frase mais eloquente. Eu te amo é a frase que desejamos ouvir dos lábios de quem amamos. Dizer te amo é um desejo oculto em muitos corações, presos por causa das impossibilidades. Ouvir te amo é a música dos sonhos de muitos corações.


sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Saindo do lugar comum



Existem muitas metáforas, parábolas, símiles e outras formas para ensinar e agregar verdades em nossa vida. Muitas histórias e estórias são verdadeiras lições de vida. Exemplos do que se fazer o não se fazer, repetir ou desistir de ações motivados pelos exemplos vividos, vistos, observados, ou aquelas aprendidas com os mais velhos, os "antigos" em seus contos e causos. Figuras que dão impulso para os observadores. Muitas dessas lições têm como objetivo tirar do lugar comum, da zona de conforto, do ciclo que faz com que o viver todos os dias seja um viver comum, sem emoção. Uma vida igual entre os iguais. Podemos ir além da mediocridade. Essa proeza é uma atitude do espírito e não uma ação da alma. Possivelmente alguém por motivos alheios a sua vontade, pode estar preso entre grandes grades entre milhares, ter a liberdade de um espirito livre e leve, por entender que há dentro de si o céu, enquanto outro pode ser piloto do mais moderno e poderoso avião, voar pelo mundo todo sendo aprisionado por uma mentalidade pobre. A parábola da águia e da galinha nos apresenta a estória de uma águia crescendo entre as galinhas. A ave assimila todos os hábitos das galinhas, ciscar, empoleirar, dar pequenos voos. A águia foi colocada diante da realidade quando alguém disse que ela vivia entre as galinhas. Domesticada pelas pessoas em sua volta, só que ela não era uma delas, mesmo com a insistência das vozes externas dizendo: A águia já virou uma galinha! Aquela ave foi desafiada por alguém a despertar os seus instintos primitivos. Claro que no início não foi fácil, ela voltava ao lugar comum repetidas vezes. Teimosia ou hábito ela sempre voltava ao lugar comum. A perseverança de alguém que reconhecia nela e acreditava em seu potencial fez com que ela saísse definitivamente do lugar comum e voasse alcançando o céu pois, ele estava dentro dela. Nosso desafio é sair do lugar comum definitivamente não repetir os mesmos erros, viver a mesma vida ter o mesmo fim, morrer a mesma morte dos seus antepassados, contar as mesmas histórias, ter sempre os mesmos heróis. Definitivamente o céu está dentro de nós, não somos apenas terrenos, somos celestiais, Deus soprou em nós Seu Espirito então, somos cidadãos do céu. Sai do lugar de conforto, viva o melhor, não olhe em sua volta olha para dentro de você,  em ti há um espirito destemido. Acorde-o.