quarta-feira, 20 de junho de 2018

Longa estrada da vida

Caminhos longos exigem esforços e perseverança, sem isso o cansaço roubará a motivação e acabaremos por desistir da caminhada. Se o percurso do caminho de curto espaço seria tão mais fácil, mas não, a caminhada é longa, sinuosa, com altos e baixos. Marcado por imprevistos, intempéries, acidentes, perigos de bestas feras e de feras bestas. Olhar para o horizonte imaginando o fim do caminho pode ser desanimador, olhar para traz, no retrovisor da memória pode ser nostálgico, e pesaroso serão os passos seguintes. A constatação é que não chegarei ao fim desta longa estrada da vida em apenas um dia, preciso então de metas. Viver um dia de cada vez, é isso que preciso. No fim de cada dia sentar, recuperar, limpar os olhos, alvejar a alma, desanuviar a mente, curar as feridas, repor as energias. Aceitar a longa e escura noite, crendo em um novo e promissor dia. E em cada novo dia reorganizar a vida, recalcular a rota.  Viver um dia de cada vez é melhor maneira para percorrer a longa estrada da vida. O fato é que na longa estrada da vida não se é permitido parar. Mesmo que a vontade seja essa, não é permitido. Um dia...um dia de... um dia de cada... um dia de cada vez. Com fé em Deus vou chegar ao destino final.

domingo, 17 de junho de 2018

Cicuta ou pudim

Em tempos difíceis as pessoas que se mantem equilibradas podem ser chamadas de fortes, o normal hoje, parece ser o desiquilíbrio a estafa e exaustão. O humor anda de mal a pior, parece até um hipertenso que precisa ser medicado para manter o controle, a normalidade. Normalidade que não é normalidade pelo cuidado que se deve ter. Cada amanhecer parece um gigante a ser vencido. Cada tarefa uma tonelada sobre os ombros. Os fantasmas da atualidade tal qual assombração perturbam, tiram a paz e o sossego, roubam o sono e a tranquilidade da alma. Levando a paz de espirito. Entre a cicuta e o pudim muitos tem preferido a cicuta, entre a vida e a morte muitos tem preferido a morte. Talvez não a morte socrática, mas, o morrer lentamente. Aterrorizados pela perseguição, aturdidos pelo espantos noturnos, paralisados diante das setas que voam de dia, sucumbidos perante as pestes que se propagam na escuridão. Eu, eu sempre preferi o pudim. Inexplicavelmente a cicuta me persegue. Insistentemente segue nossos passos, nos seduz, nos ludibria, quer nos levar para seu destino. Oh como é doce o pudim. Prefiro sua companhia, eu quero sua doçura, sua brandura, sua ternura. Não a cicuta, mil vezes não.  

sábado, 16 de junho de 2018

O modo de olhar as coisas

O belo pode estar aonde não pensamos, não vemos, até mesmo ao nosso lado e nem notamos. Isso quer dizer que a felicidade pode estar assentada ao nosso lado sem percebermos. Acredito nisso por saber que olhamos para a aparência das coisas e não para a coisa de fato. O que vemos nem sempre é o que enxergamos, isso por causa do significado do olhar. O significado de um olhar pode ir além do que se vê, ele interpreta a realidade da cor, brilho, sabor. O não perceber, o não entender, o não olhar naturalmente. Os olhares sempre carregados de conceitos e preconceitos. Olhar em volta e  procurar perceber coisas nunca percebidas, coisas que sempre estiveram presentes, mas nunca percebidas,  será um exercício salutar. O modo de olhar define muitas coisas. Podendo revelar a beleza não entendida. Um olhar despretensioso vê onde não tem nada aos olhos comuns. O belo entre o belo pode ser distinguido pela percepção de um admirador. O modo de olhar faz a diferença no que vemos. 

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Não quero me acostumar

Coração acelerado pulsando velozmente sentido a dor forçando qual motor. Lágrimas incontidas fluindo sem parar. Motivado pela perda. A companhia, a alegria, a melodia, o mau humor, o bom humor. Sentir essa dor, repetir as cenas, que ficam guardadas na memória e são contadas por mim mesmo. Viver de novo, sofrer outra vez. Poderia passar esse cálice. Coração acelerado pulsando, será que vai aguentar? Eu não tenho certeza, nem quero pagar para ver. Não quero me acostumar sem boas risadas. Não quero me acostumar sem belas histórias. Não quero me acostumar sem ter notícias. Não posso mais.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Ansiedade você não é bem vinda

A ansiedade sufoca, oprime faz mau. Aparece em momentos impróprios tirando o equilíbrio e a paz de seus hospedeiros. Péssima companhia,  insiste em seguir nossa caminhada. Nunca é bem vinda, mas, mesmo  assim com atrevimento segue de perto. Hoje ela chegou de surpresa entrou em meu coração, assumiu o controle e esta ditando as regras. Maldosa, ditadora impiedosa. Como exorcizar essa ansiedade? Como livrar dessas garras profundas e cruéis? Se eu pudesse subir em um lugar bem alto e olhar de cima, talvez pudesse me distrair e não sentir sua presença. Será que ela tem medo de alturas? Me acompanharia entre as nuvens? Não gosto de sua companhia ansiedade. Me deixe em paz. 

domingo, 10 de junho de 2018

Rastro de um vencedor.

A vida é marcada, por surpresas, algumas nem sempre agradáveis, com dissabores, todavia, podemos usufruir também, de momentos especiais. Os momentos especiais existem, e como são preciosos. Momentos especiais estão ligados a pessoas. Sim, são pessoas especiais, que fazem os momentos. São elas que deixam a vida iluminada, o dia suave, alegre sem motivos aparentes, noites escuras menos tensas. Como é bom saber que Deus coloca em nossos caminhos pessoas que refletem Seu brilho, Sua luz. Pessoas que permitem que nosso caminhar seja aplainado, mesmo nos percursos sinuosos e íngremes. Viver sem boa companhia não tem graça, não tem sabor. Ter boa companhia é poder escrever simultaneamente um na vida do outro. Deixar marcas positivas que são levadas para sempre na alma. Agora, ter a sua companhia é ter motivo para inspiração. Quando olho sua idade, suas conquistas, sua marca, me faz seu admirador. No curso de sua vida, você trouxe alegria: na casa de seus pais quando vistes a luz, alegria na vida das pessoas que puderam e podem ter sua companhia, trouxe brilho aos olhos de quem conquistou o coração, aqueles que a cercavam, também, foram contagiados por ti conhecer. Seu rastro é um rastro de quem nasceu para vencer. Vencer tem sido um conjugar fácil para você. Fácil, não por causa das simplicidades dos enfrentamentos, mas sim, por causa de sua capacidade, de sua coragem e de sua força. Estas aí, por conquistar o espaço, tem a admiração por merecê-la. Você merece tudo isso, por isso te reverencio.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Sozinho entre a multidão

Estar entre pessoas não é sinônimo de companhia simplesmente pelo fato de que  a companhia deve ser intencional. Posso estar sozinho entre a multidão. Acredito que existam muitos solitários no meio de uma multidão. Quantas vezes cercado de pessoas me senti só. Quantas vezes entre sorrisos e acenos me senti distante. Companhia agradável é o que se deseja e dificilmente é encontrada. Aquela companhia que faz valer a pena estar ao lado, ver, ouvir, admirar. Sim, aquele amigo, parceiro de todas as horas que perto ou longe sempre está torcendo por você. É suficiente saber que exista,  viva e a qualquer momento é capaz de fazer sorrir, vibrar. Em algum lugar não sozinho, nem solitário sentirá que não são muitas as pessoas que completam, ou tornam nos popular, mas, a consciência de ser alguém único que não caminha só. Alguém que busca ser feliz, embora, pareça que a felicidade não nos é companhia permanente. Sim É  possível estar sozinho entre a multidão.