terça-feira, 10 de abril de 2012

Formação e Competência

Se acreditamos que a formação de competências não é evidente e
que depende em parte da escolaridade básica, resta decidir quais ela
deveria desenvolve prioritariamente. Ninguém pretende que todo
saber deve ser aprendido na escola. Uma boa parte dos saberes
humanos é adquirida por outras vias. Por que seria diferente com as
competências? Dizer que cabe a escola desenvolver competências
não significa confiar-lhe o monopólio disso.

Philippe Perrenoud

sábado, 7 de abril de 2012

ANTROPOLOGIA

Dizem que é a cultura que faz o indivíduo agir como age. Mas, então, por que há sempre aqueles que rejeitam a sua própria cultura, agindo ao contrário daquilo que é aceito por todos? A cultura não é uma explicação total. Outros, ainda, dizem que a explicação está na psicologia. Mas a psicologia do comportamento difere de um lugar para outro, e não se pode categorizar todos os povos da mesma maneira. Um exemplo é a teoria de Freud, de que o fundamento dos problemas psicológicos do homem começou com o senso de culpa causado pela raiva e competição entre o filho e o pai, a figura de autoridade no lar. Mas Freud pensava que em todas as culturas do mundo era o pai quem dominava. Acontece que há certas culturas onde é a mãe quem domina, e ela é a figura de autoridade. A teoria de Freud não tem valor em tais culturas (e provavelmente nem na nossa, depois que os anos tiraram um pouco do "brilho" das suas idéias).
Já outros dizem que isso tudo natural". Mas o que é natural para nós pode não ser natural para outros. É natural querermos que nosso pai tenha uma só esposa. Mas para algumas tribos da África é perfeitamente natural o pai ter muitas esposas para poderem ajudar no trabalho, para protegerem o lar contra inimigos e para ajudarem nos projetos da família. Para nós, "é natural" que um homem queira que sua esposa seja fiel a ele, mas os esquimós acham muito "natural" emprestar sua esposa para os homens que visitam seus lares. Enfim, o que é natural para nós pode não ser natural para outros, e vice-versa. Isto também não nos dá a solução do problema — o porquê do comportamento humano.