sábado, 2 de abril de 2011

Ele está nu...Olhem o rei está nu...


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Ele está nu... Olhem o rei está nu...
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...não sejam meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento. 1 Coríntios 14:20
Há algum tempo li um conto infantil que me fez refletir, me fez pensar seriamente em algumas situações da vida cotidiana. Um rei exageradamente vaidoso recebeu alguns hóspedes e entre eles dois trapaceiros. Eles apresentaram-se como tecelões e que fabricavam tecidos invisíveis, mas, apenas as pessoas inteligentes tinham a capacidade de ver os tecidos invisíveis. O Rei encomendou uma roupa especial com os tecidos invisíveis. A noticia se espalhou na cidade. Todos na cidade conheciam o maravilhoso poder do tecido e cada qual estava mais ansioso para saber quem não teria capacidade de ver o tecido, para chamá-lo de estúpido. O rei mandou seu ministro observar o trabalho dos tecelões. Ele, melhor do que ninguém poderá ver o tecido, pois é um homem inteligente. Assim sendo, mandou o velho ministro ver os dois embusteiros trabalhar nos tecidos.  "Deus nos acuda!" pensou o velho ministro, abrindo bem os olhos. "Não consigo ver nada!" Mas, teve o cuidado de não declarar isso em voz alta. Para não ser chamado de tolo. Algum tempo depois, o rei enviou outro fiel oficial para olhar o andamento do trabalho e saber se ficaria pronto em breve. A mesma coisa lhe aconteceu: olhou, tornou a olhar, mas só via os teares vazios. Eu penso que não sou um tolo, refletiu o homem. O Rei acompanhado por um grupo de cortesões, entre os quais se achavam os dois que já tinham ido ver o imaginário tecido, foi ele visitar os dois astuciosos impostores. É magnífico! Disseram os dois altos funcionários do rei. Veja Majestade, que delicadeza de desenho! Que combinação de cores!O rei, que nada via, horrorizado pensou: "Serei eu um tolo e não estarei em condições de ser rei? Nada pior do que isso poderia acontecer-me!"Então, bem alto, declarou: Que beleza! Aconselharam eles ao rei que usasse a nova roupa, feita daquele tecido, por ocasião de um desfile, que se ia realizar daí a alguns dias. O rei, acompanhado dos cortesões, vestiu a nova roupa e virava-se para lá e para cá, olhando-se no espelho e vendo sempre a mesma imagem, de seu corpo nu. Chegou o dia do rei mostrar as novas roupas ao publico. O povo, nas calçadas e nas janelas, não querendo passar por tolo, exclamava: Que linda é a nova roupa do rei! Que belo manto! Que perfeição de tecido! Nenhuma roupa do rei obtivera antes tamanho sucesso! Porém, uma criança que estava entre a multidão, em sua imensa inocência, achou aquilo tudo muito estranho e gritou: Coitado!!! Ele está nu!! O rei está nu!!! Ele está nu! Ele está nu! O rei, ao ouvir esses comentários, ficou furioso por estar representando um papel tão ridículo! Quantas vezes fazemos papeis ridículos, como diria os jovens, pagamos o maior “mico”. Não queremos encarar a verdade e deixamos para que os outros nos avise e por vezes isto não acontece. Quantas vezes somos pegos desprevenidos. Aqueles que deveriam nos alertar se calam. Às vezes nos falta à humildade para reconhecermos o erro. Eu encerro esta reflexão com um conselho do Apóstolo Paulo aos Coríntios: “aquele que está em pé cuide que não caia” 1 Co 10:12. 

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