terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Uma vida de Austeridade



Seria ele o Chaves do SBT - Não, mas, morava em um barril, e enfrentou Alexandre, o Grande. Diógenes, o cínico grego nascido em Sinope, uma das figuras mais significativas e um símbolo da história do cinismo, doutrina fundada por Antístenes de Atenas, a qual rezava que riqueza e fama eram males e pobreza e obscuridade bens. Morou quase toda a vida em Atenas, para onde foi ao ser acusado em sua cidade de fabricar moeda falsa. Estudou com Antístenes, o fundador da escola dos cínicos, que por sua vez fora discípulo de Sócrates. Sua vida, segundo a tradição, de extrema pobreza, era na verdade, a aplicação prática de suas ideias e uma forma de demonstrar a possibilidade de acabar com as convenções sociais, e alcançar assim a autarquia. Defendia a autossuficiência (autarquia) e negava a necessidade de valores como a família, a cultura e o estado. Dizia que a felicidade se obtém pela satisfação das necessidades da maneira mais econômica e simples. Afirmava que tudo que é natural não é desonroso, nem indecente, e, portanto, pode e deve ser feito em público. Seu principal discípulo foi Crates, que viveu no início do século III a. C., morreu em Corinto e do que escreveu, nada restou. Para se ter uma ideia de sua personalidade conta-se que sentia tal desprezo pela humanidade que morava dentro de um barril e caminhava pelas ruas de Atenas, com uma lâmpada, à procura de um homem honesto. Quando Alexandre o Grande parou diante do seu barril e perguntou-lhe o que desejava, respondeu-lhe Que não me tires o que não me podes dar!, referindo-se ao sol, pois o corpo do imperador estava a lhe fazer sombra. Com ele a escola socrática menor fundada por Antístenes, adquiriu popularidade. "Conduzido a uma casa esplêndida, o dono lhe proibiu cuspir, porém ele lhe cuspiu no rosto, dizendo que não havia encontrado lugar mais sujo" (D. Laércio, VI). "Em certa ocasião em pleno dia, acendeu uma lanterna e saiu gritando: busco um homem" Perguntado de onde era, respondeu: - Sou cidadão do mundo!. Morreu, ao que parece, em Corinto, e do que escreveu, nada restou.

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